quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
FNDC mobiliza-se em defesa da TV Brasil
Redação FNDC
A TV pública brasileira é indispensável ao país. Com base nesse entendimento, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) está se mobilizando para a criação de uma frente parlamentar pró-TV pública e a realização de ato público em Brasília.
O FNDC defende a TV pública brasileira e por isso apóia a TV Brasil, recentemente inaugurada. Para difundir na sociedade a importância da iniciativa pública nesse sentido, conforme explica o jornalista Celso Schröder, Coordenador-geral da entidade, já estão sendo feitos contatos com as bancadas progressistas do Senado e da Câmara Federal, em articulação com movimentos sociais e entidades da sociedade civil, para que contribuam na organização de uma grande manifestação em defesa da TV pública. “Estamos propondo para breve a realização de um ato público em Brasília, antes das votações da MP [leia aqui a MP que cria a TV Brasil].
Um dos principais méritos da TV pública, no entendimento de Schröder, é a sua vocação para enfrentar a concentração e a hegemonização da TV comercial no país, chamada pelo jornalista de “hipertrofia comercial”, estabelecida a partir de um modelo que nunca teve contraponto nem qualquer tipo de regulamentação e de regulação efetivas. “A consolidação de um novo tipo de televisão é fundamental, porque permite que o público tenha acesso a novas linguagens e conteúdos”, destaca Schröder.
Radiodifusores inviabilizaram a TV pública
O FNDC pretende mobilizar uma frente progressista no Congresso Nacional contrapondo-se aos radiodifusores comerciais e aos seus representantes históricos no parlamento. Eles se manifestam invariavelmente contra o conceito de TV Pública, argumentando que ela é desnecessária porque não teria audiência. O Fórum demonstrará que tal argumento nasceu de um círculo vicioso. “As emissoras públicas tem pouca audiência porque foram criadas para não tê-la, foram colocadas num gueto pelos próprios radiodifusores, que inviabilizaram o seu acesso aos recursos necessários”, lembra Schröder.
Desse modo, a TV pública brasileira foi imaginada para não concorrer com a radiodifusão comercial. “Porque as emissoras comerciais vendem audiência, é assim que elas faturam, essa é sua forma de remuneração. Por isso, para estes radiodifusores, a televisão pública não pode ter audiência. Esse é o pensamento histórico de uma elite brasileira que trabalha para inviabilizar o sucesso das iniciativas públicas na radiodifusão”, acusa o Coordenador-geral do Fórum.
O FNDC considera que a TV pública proposta pelo governo federal terá um caráter renovador, beneficiando inclusive a radiodifusão comercial. Esta poderá acompanhar experimentações de linguagens que não pode fazer, dada a sua condição de mercado. “Há uma necessidade urgente de desverticalizar, descomprimir e permitir que surjam novos formatos” pondera o Coordenador.
Ampliar a convergência e mudar a audiência
A nova TV pública também poderá radicalizar as possibilidades da digitalização - algo que a TV comercial não se propôs a fazer, para não pôr em risco o seu modelo de negócios. Embora tal hipótese não tenha sido contemplada no projeto, poderá ser concretizada a partir de emendas propostas à MP. Trata-se, na prática, de imprimir a convergência tecnológica e disseminar nacionalmente seus benefícios.
Por outro lado, conforme observa Schröder, no Brasil predomina uma visão distorcida de audiência. “Não é possível, em uma democracia, imaginar que as audiências tenham as dimensões brasileiras, chegando aos 80, 70 pontos”. Ele lembra que nos Estados Unidos, por exemplo, isso é proibido. Aqui, essa característica integra um modelo de sustentação ultrapassado, onde os recursos circulando no sistema concentram-se em poucas televisões. “Precisamos remodelar a forma de financiamento de tal maneira que as audiências não precisem ter os índices atuais. As emissoras devem aceitar, assim como em qualquer lugar do mundo, que dois, três pontos de audiência é algo significativo, pois ela deve ser compartilhada com toda a rede de emissoras do país”, sustenta.
Entretanto, tal como está estruturado o mercado nacional para a Globo, por exemplo - que já atingiu 90 pontos de audiência em algumas novelas - , obter 60, 40, ou 20 pontos de audiência, é considerado muito pouco. Diferentemente, semelhantes índices são considerados altos na maioria dos países.
A TV pública, para o FNDC, não pode abrir mão da audiência, disputando-a com a radiodifusão comercial e contribuindo para desconcentrá-la. Não deve, entretanto, ser pautada exclusivamente pela referida audiência. Para isso, necessita apoiar-se em um modelo de sustentação diferenciado do comercial. “O debate da MP permitirá que essas questões sejam abordadas, mas para o FNDC é inquestionável que o País precisa da TV pública e nós vamos defendê-la com todas as nossas forças”, conclui o Coordenador.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Projeto gaúcho das OSCIPs: voto dos deputados
Veja como seu deputado votou:
SIM (S) - pela privatização de órgãos públicos, como a TVE e FM Cultura, OSPA, etc.
NÃO (N) - pela manutenção dos serviços públicos
PARTIDO - PARLAMENTAR - VOTO
PT Adão Villaverde - N
PT Daniel Bordignon - N
PT Dionilso Marcon - N
PT Elvino Bohn Gass - N
PT Fabiano Pereira - N
PT Ivar Pavan - N
PT Marisa Formolo - N
PT Raul Pont - N
PT Ronaldo Zülke - N
PT Stela Farias - N
PMDB Alberto Oliveira - S
PMDB Alceu Moreira - S
PMDB Alexandre Postal - S
PMDB Álvaro Boessio - S
PMDB Edson Brum - S
PMDB Gilberto Capoani - S
PMDB Márcio Biolchi - S
PMDB Nelson Härter - N
PMDB Sandro Boka - S
PP Adolfo Brito - S
PP Francisco Appio - S
PP Jerônimo Goergen - S
PP João Fischer - S
PP Mano Changes - S
PP Marco Peixoto - S
PP Pedro Westphalen - S
PP Silvana Covatti - S
PDT Adroaldo Loureiro - S
PDT Gerson Burmann - N
PDT Gilmar Sossella - N
PDT Giovani Cherini - S
PDT Kalil Sehbe - S
PDT Paulo Azeredo - N
PDT Rossano Gonçalves - S
PTB Abílio dos Santos - S
PTB Aloísio Classmann - S
PTB Cassiá Carpes - S
PTB Iradir Pietroski - S
PTB Kelly Moraes - S
PSDB Adilson Troca - S
PSDB Nelson Marchezan Jr. - S
PSDB Paulo Brum - S
PSDB Pedro Pereira - S
PSDB Zilá Breitenbach - S
PPS Berfran Rosado - S
PPS Carlos Gomes - S
PPS Luciano Azevedo - S
PPS Paulo Odone - S
DEM José Sperotto - S
DEM Marquinho Lang - S
DEM Paulo Borges - S
PSB Heitor Schuch - N
PSB Miki Breier - N
PCdoB Raul Carrion - N
Total SIM: 37
Total NÃO: 17
Total de Votos: 54
Ofício que encaminha o PL 399/07, PL das OSCIPs, à Assembléia Legislativa do Rio GRande do Sul
Dirijo-me a Vossa Excelência para encaminhar-lhe, no uso da prerrogativa que me é conferida pelo artigo 82, inciso III, da Constituição do Estado, o anexo Projeto de Lei que dispõe sobre a qualificação de pessoa jurídica de direito privado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, institui o Termo de Parceria e dá outras providências, a fim de ser submetido à apreciação dessa Egrégia Assembléia Legislativa.
A justificativa que acompanha o Expediente evidencia as razões e a finalidade da presente proposta.
Atenciosamente,
Yeda Rorato Crusius,
Governadora do Estado.
Excelentíssimo Senhor Deputado Frederico Antunes,
Digníssimo Presidente da Assembléia Legislativa,
Palácio Farroupilha,
Nesta Capital.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Triste trajetória do Estado riograndense: o capítulo das OSCIPS
De Estado forte, primeiro a sair da condição de Estado oligárquico, em 1891-93, primeiro exemplo de Estado burguês republicano no Brasil (no mesmo período), por isso mesmo promotor da revolução de 30, cujo conteúdo modernizou economicamente o país transformando a indústria em seu motor, a Estado falido. Estado falido, sem capacidade econômica e, por isso mesmo, incapaz de coesionar a sociedade, lhe dar direção, estabelecer-se como exemplo político e influenciar positivamente, mesmo dentro dos estreitos limites que nosso sistema federativo atual delega as unidades regionais, a política nacional.
Agora, as suas elites econômicas, através de seu imbecil mandarinato "muderno" , interessada somente em encontrar formas de alimentar-se dos já exauridos recursos públicos, encontrou a solução: Voltemos ao domínio do Estado oligárquico, onde os recursos públicos são administrados diretamente pelo interesse privado: por indivíduos que não representam partidos eleitos ou fizeram concurso público. Indivíduos cujo interesse é somente seu próprio interesse. E ainda tem o desplante de chamar isso de moderno. Moderna é a profissionalização do Estado, a constituição de burocracias o mais livre possível de influências privadas, cuja constituição é estatuída por lei, cuja ação é regida por normas, por procedimentos estabelecidos em leis. Yeda se seus "mudernos" deveriam ler Max Weber. De qualquer forma acho que não entenderiam...
Enquanto a república brasileira, mal ou bem, mais ou menos, indicia seus algozes (se vai condená-los é outro capítulo) o Rio Grande do Sul volta ao século 18. Vai fechando-se um ciclo de lutas de dois séculos no Rio Grande do Sul, que começaram entre chimangos e maragatos: os primeiros construíram uma república, onde o interesse público encontra esteio na idéia de imparcialidade do Estado frente ao interesse privado, os segundos lutaram contra ela, para transformar o Estado em refém dos interesses particulares da elite econômica da hora. Estão conseguindo, primeiro quebraram o Estado drenando seu dinheiro através de incentivos fiscais a algumas privilegiadas empresas - e não a cadeias econômicas, o que é profundamente diferente - e agora entregam a administração da massa falida para os urubus - afinal os mandarins "mudernos"querem virar empresários! - através das OSCIPS.
Isto tudo não tem nada de moderno, é a velha tradição patriarcal e patrimonialista das elites manifestando-se, basta ler Sérgio Buarque de Holanda. Nem na dinâmica estão inovando: já sob o império as elites importavam formas contemporâneas para verter conteúdos tradionais. Era esse o fim das idéias e instituições liberais sob o reinado dos Orleans e Bragança no Brasil.
Aqui, sob uma sociedade profundamente desigual, que não promoveu ainda o mínimo de igualdade, as instituições forjadas na Europa e America do Norte acabam por agigantar seu pior aspecto: intensificam o domínio do privado sobre o público. Modernizar é, sim, criar suas próprias formas para seus próprios problemas, a luz dos exemplos históricos, não do puro e simples transplante de órgãos. Mas já está feito, agora é esperar mais do mesmo mal: apropriação privada de bens públicos.
Triste sina a do Estado gaúcho...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Como Blogar + Rede Cultura
"Jornalismo 2.0", de Mark Briggs, traduzido por Carlos Castilho e Sônia Guimarães. È uma boa panorâmica sobre a publicação de conteúdo na web. Há um capítulo que fala "como fazer um blog".
Além disso, a ajuda do Blogger pode ajudar bastante.
Radar Cultura
Mudando de saco pra mala. Vale uma visita ao site do projeto Radar Cultura, da rádio Cultura AM, de São Paulo.
A iniciativa estreou esta semana e visa criar a primeira rádio colaborativa do país.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
APTC emite nota contra votação apressada do PL das OSCIPs
A Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos e Brasileira de Documentaristas do Rio Grande do Sul (APTC/ABD-RS) vem manifestar-se contra a votação, de modo apressado, pela Assembléia Legislativa, do PL que institui as OSCIPS no Estado.
O projeto em questão tem a conseqüência de alterar profundamente a estrutura de nossas instituições de cultura, por isso faz-se necessário que o tema seja discutido com tempo e profundidade por toda a sociedade civil organizada. A modernização almejada não pode colocar em risco o funcionamento de nossas instituições e deve aprofundar o caráter democrático e público que fundamentam a existência desses órgãos.
Guilherme Castro
Presidente APTC/ABD-RS
Em 18/12/07
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
"Não podemos despolitizar a discussão"
"Não podemos despolitizar a discussão"
O jornalista Alexandre Fonseca, funcionário da TVE, alerta para o perigo da aprovação das OSCIPs para instituição culturais do Estado.
Artistas Gaúchos: Na sua opinião as OSCIPs são um reconhecimento da falência do Estado em prestar serviços ou um descaso com áreas que não são prioritárias para esse governo em particular?
Alexandre Fonseca: Não há falência do Estado. Há um conjunto de forças políticas compondo o atual governo do Rio Grande do Sul que possui uma visão calcada nos preceitos neoliberais. Nessa visão, o Poder Executivo deve se responsabilizar apenas pela segurança e pelo fisco. Percebe-se, ainda, uma ideologia despolitizadora da Administração Pública, deslocando as funções públicas para entidades privadas do chamado "terceiro setor", sob o argumento de que o Estado seria ineficiente. Há que se perguntar: que eficiência é essa do "terceiro setor" que faz a demanda por recursos públicos aumentar quando OSCIPs administram órgãos do Estado? Será que isso tem algo a ver com o fato de o Tribunal de Contas da União apontar um desvio de 1,5 bilhão de reais, dos 3 bilhões destinados a ONGs e OSCIPs em 2006?
Como surgiu a proposta das OSCIPs que será votada amanhã? Há quanto tempo tramita na Assembléia? Há alguma relação com as PPPs, aprovadas pelo Governo Federal?
No Brasil, as OSCIPs surgem pela lei 9790/99, no governo Fernando Henrique. Dão seqüência ao Plano Diretor de Reforma do Estado, de cunho neoliberal, sob responsabilidade do então ministro Bresser Pereira, do Ministéio de Administração e Reforma do Estado (já extinto). Após as privatizações, com venda de patrimônio, esta lei federal criava a figura do Termo de Parceria para que o terceiro setor executasse políticas de Estado onde este não conseguiria chegar. Porém, a lei é reorientada em alguns estados como Minas Gerais e São Paulo para a substituição de serviços já executados pelo Estado, como a TV Minas. Já as PPPs, anté onde sei, têm o foco voltado para grandes obras de infra-estrutura.
Quais instituições culturais do Estado seriam afetadas por esse projeto?
Cito os órgãos de todas as áreas que podem ser cedidas: TVE e FM Cultura, OSPA, FDRH, Corag, Procergs, Emater, Ceasa, CESA, IRGA, FEE, FEPAM, Fapergs, Cientec, Fepagro, Inst. Gaúcho de Tradição e Folclore, Theatro São Pedro, Casa de Cultura Mário Quintana, Margs, Museu Hipólito da Costa, Fundação Liberato Salzano, Uergs, Escolas Públicas, Fund. Est. De Produção e Pesquisa em Saúde, Centro de Saúde e Escola Murialdo, Hospital Colônia Itapuã, Hospital Sanatório Partenon, Hospital Psiq. São Pedro, Ambulatório de Dermatologia Sanitária, Escola de Saúde Pública, Hemocentro/RS, Fundação Zoobotânica, FASE, Fund. Gaúcha do Trabalho e Assist. Social (FGTAS), Fundação Proteção Especial, Fundersgs, Faders.
O que significaria a aprovação das OSCIPs para a TVE, por exmeplo? E para o Theatro São Pedro? Como a iniciativa privada exploraria tais entidades?
A TVE e a FM Cultura, mantidas pela Fundação Piratini, perderiam seu caráter público no médio e longo prazo. O espírito do PL 399/07 é o de que as OSCIPs se tornem auto-sustentáveis com o tempo, deixando de contar com os recursos do Tesouro Estadual. Passariam a buscar seus recursos, no caso da TVE e FM Cultura, em anunciantes. Para tanto, a programação tenderia a se pasteurizar para atingir um gosto médio, buscando mais audiência: na lógica das empresas comerciais, é a audiência que é vendida para o anunciante. Por isso, a programação sofre a pressão dos anunciantes. Mais do que a qualidade de programação, o que estaria em jogo seria a quantidade de telespectadores.
O caso do Theatro São Pedro é um pouco diferente da TVE e da FM Cultura. Parece que já trabalha por uma lógica de mercado, pois o acesso da classe artística a esse teatro é restrito aos que já têm carreiras popularizadas, ao contrário da TVE e FM Cultura, que abrem democraticamente o espaço às mais variadas manifestações culturais, independente de um valor de mercado, mas por seu valor intrinsicamente cultural.
Para finalizar, entre o abandono de instituições como a Cinemateca e uma parceria com entidades privadas não lhe parece mais adequada a parceria?
O abandono não é por acaso. A TVE e a FM Cultura também estão abandonadas. Obviamente, é uma opção política do governo de Yeda Crusius precarizar o funcionamento de alguns órgãos, especialmente da área da Cultura, mas também de muitas outras áreas. Não podemos despolitizar a discussão. Se esse governo não consegue governar, deve-se provocar o debate público sobre os motivos dessas deficiências em vez de aceitar que o Estado se retire por simples inépcia do governante.
Entrevista concedida ao portal Artistas Gaúchos - 18/12/07
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Votação do dia 11/12/07
O SR. PRESIDENTE FREDERICO ANTUNES (PP) – Em votação o requerimento comum nº 183/2007. Solicito aos deputados que registrem seu voto.
(Procede-se à votação pelo painel eletrônico.)
| Partido | UF | PARLAMENTAR | VOTO |
| PT | RS | Adão Villaverde | N |
| PT | RS | Daniel Bordignon | N |
| PT | RS | Dionilso Marcon | N |
| PT | RS | Elvino Bohn Gass | N |
| PT | RS | Fabiano Pereira | N |
| PT | RS | Ivar Pavan | N |
| PT | RS | Raul Pont | N |
| PT | RS | Ronaldo Zülke | N |
| PT | RS | Stela Farias | N |
| PMDB | RS | Alberto Oliveira | S |
| PMDB | RS | Alceu Moreira | S |
| PMDB | RS | Álvaro Boessio | S |
| PMDB | RS | Gilberto Capoani | S |
| PMDB | RS | Márcio Biolchi | S |
| PMDB | RS | Nelson Härter | N |
| PMDB | RS | Sandro Boka | S |
| PP | RS | Jerônimo Goergen | S |
| PP | RS | João Fischer | S |
| PP | RS | Marco Peixoto | S |
| PP | RS | Pedro Westphalen | S |
| PP | RS | Silvana Covatti | S |
| PDT | RS | Gerson Burmann | N |
| PDT | RS | Gilmar Sossella | N |
| PDT | RS | Giovani Cherini | S |
| PDT | RS | Kalil Sehbe | S |
| PDT | RS | Paulo Azeredo | N |
| PDT | RS | Rossano Gonçalves | S |
| PTB | RS | Abílio dos Santos | S |
| PTB | RS | Aloísio Classmann | S |
| PTB | RS | Cassiá Carpes | S |
| PTB | RS | Iradir Pietroski | S |
| PSDB | RS | Adilson Troca | S |
| PSDB | RS | Nelson Marchezan Jr. | S |
| PSDB | RS | Paulo Brum | S |
| PSDB | RS | Zilá Breitenbach | S |
| PPS | RS | Berfran Rosado | S |
| PPS | RS | Carlos Gomes | S |
| PPS | RS | Luciano Azevedo | S |
| PPS | RS | Paulo Odone | S |
| DEM | RS | José Sperotto | S |
| DEM | RS | Marquinho Lang | S |
| DEM | RS | Paulo Borges | S |
| PSB | RS | Heitor Schuch | N |
| PSB | RS | Miki Breier | N |
O SR. PRESIDENTE FREDERICO ANTUNES (PP) – Com 29 votos favoráveis e 15 votos contrários, está aprovado o requerimento comum nº 183/2007.
Quórum:
Bancada do PT: deputados Adão Villaverde, presente; Daniel Bordignon, presente; Dionilso Marcon, presente; Elvino Bohn Gass (ausente); Fabiano Pereira, presente; Ivar Pavan, presente; Marisa Formolo (ausente); Raul Pont, presente; Ronaldo Zülke, presente; Stela Farias, presente.
Bancada do PMDB: deputados Alberto Oliveira, presente; Alceu Moreira, presente; Alexandre Postal (ausente); Alvaro Boessio (ausente); Edson Brum, presente; Gilberto Capoani, presente; Márcio Biolchi, presente; Nelson Härter, presente; Sandro Boka, presente.
Bancada do PP: deputados Adolfo Brito (ausente); Francisco Appio (ausente); Frederico Antunes, presente; Jerônimo Goergen, presente; João Fischer (ausente); Mano Changes (ausente); Marco Peixoto (ausente); Pedro Westphalen (ausente); Silvana Covatti, presente.
Bancada do PDT: deputados Adroaldo Loureiro (ausente); Gerson Burmann (ausente); Gilmar Sossella (ausente); Giovani Cherini (ausente); Kalil Sehbe (ausente); Paulo Azeredo (ausente); Rossano Gonçalves, presente.
Bancada do PTB: deputados Abílio dos Santos (ausente); Aloísio Classmann (ausente); Cassiá Carpes, presente; Iradir Pietroski (ausente); Kelly Moraes, presente.
Bancada do PSDB: deputados Adilson Troca, presente; Nelson Marchezan Jr., presente; Paulo Brum, presente; Pedro Pereira (ausente); Zilá Breitenbach, presente.
Bancada do PPS: deputados Berfran Rosado, presente; Carlos Gomes, presente; Luciano Azevedo, presente; Paulo Odone, presente.
Bancada do DEM: deputados José Sperotto, presente; Marquinho Lang, presente; Paulo Borges, presente.
Bancada do PSB: deputados Heitor Schuch (ausente); Miki Breier, presente.
Bancada do PC do B: deputado Raul Carrion (ausente).
se comportam hoje!!!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Funcionários da TVE-RS questionam possível mudança no status da emissora
Publicado em 12/12/2007
Na última terça-feira (11), servidores da emissora pública, TVE-RS, entregaram um abaixo-assinado com 15 mil assinaturas, na Assembléia Legislativa Gaúcha, contra o projeto do marco institucional das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). Esse projeto institui um termo de parceria entre as Oscips e diversos órgãos públicos e deve ser votado no dia 18 de dezembro.
Segundo Alexandre Leboutte, jornalista da TVE-RS e representante dos funcionários na Fundação Cultural Piratini, mantenedora da emissora, o objetivo do documento era forçar o debate público sobre a "a privatização de aproximadamente 34 órgãos públicos, como a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, teatros e museus, além da emissora".
Leboutte declarou ao Portal IMPRENSA que era necessário mostrar aos deputados que a população é contrária a essas parcerias. "Todos os domingos, íamos a uma feira aqui do Estado para colher assinaturas e, dessa forma, percebemos que as pessoas gostam da TVE e que o seu valor cultural está acima de qualquer índice de audiência".
Entre os pontos polêmicos da proposta estão a não-realização de concurso para contratação de novos funcionários, a ausência de prestação de contas ao Estado e terceirização dos serviços públicos. "Apenas as áreas de Segurança Pública e a Cobrança de Impostos não entraram nas possíveis parcerias, não vou achar estranho se, a qualquer momento, as escolas públicas passarem para o controle privado", declara Leboutte.
Representantes da TVE já manifestam a insatisfação com a possibilidade de mudança do status da emissora há algum tempo. No dia 30 de novembro, uma reunião com o secretário da Justiça e Desenvolvimento Social gaúcho, Fernando Schüler, pedia a retirada do projeto de lei, alegando que a proposta seria uma transferência do público para o privado na produção de serviços. Anteriormente, a secretária de Cultura do Estado, Mônica Leal, já havia se reunido com representantes do veículo e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul para avaliar o sucateamento da emissora. Na ocasião, Mônica afirmou ser contra a privatização da TVE e se comprometeu a levar o assunto até a governadora gaúcha, Yeda Crusius.
Paralelamente aos protestos contra a aprovação das parcerias com a Oscips, foi eleito, na última segunda-feira (10), o novo conselho deliberativo da Fundação Piratini. Entretanto, Airton Nedel, presidente interino da Fundação, afirmou que o movimento é apenas de alguns funcionários e que não iria comentar o assunto. Leboutte declarou que Nedel faz parte da Diretoria Executiva, que é indicada pelo Governo do Estado. "O novo presidente ainda não foi nomeado. Eles estão esperando a aprovação do projeto, para entregar a TVE-RS nas mãos de uma empresa privada", finaliza.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
A comunicação na encruzilhada
'Certas reviravoltas da História parecem se dar para recordarmos que "o tempo não pára", como escreveu certa vez Cazuza. Mesmo quando tendências aparentemente portadoras de novidade parecem se impor, é bom lembrar que "ainda estão rolando os dados". Algo assim está se passando no campo decisivo das Comunicações.'
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