Na última quinta-feira, 17 de dezembro, a governadora Yeda Crusius anunciou, no programa Frente a Frente, que divulgaria o destino da TVE e da FM Cultura até esta terça-feira, 22 de dezembro. Prometeu mas não cumpriu.
Até as 18h30min deste dia, continuamos sem saber o que (e o porquê) a governadora Yeda Crusius está preparando para os profissionais que trabalham nas emissoras e para a comunidade gaúcha, que têm estima pela característica diferenciada da programação da TVE e da FM Cultura, centradas na educação, na cultura, nas artes e na informação, esta última, sofrendo o poder de censura que o governo vem exercendo.
Uma pergunta se faz necessária: Se a governadora está preparando um futuro melhor para a TVE e para a FM Cultura (e para seus públicos), por que o segredo sobre seus projetos?
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
TVE e FM Cultura estão sendo transferidas por birra da governadora, denuncia Pont
FUNDAÇÃO PIRATINI
Denise Ritter | PT 17:34 - 22/12/2009
Fonte: www.al.rs.gov.br
No dia marcado para o anúncio do local que abrigará a nova sede da TVE e da FM Cultura, o deputado Raul Pont denunciou ser inconcebível que, por uma "idiossincrasia, uma birra" da governadora Yeda Crusius, as emissoras da Fundação Piratini sejam retiradas do espaço que ocupam há mais de duas décadas. O petista ressaltou, na sessão plenária desta terça-feira (22), que o governo do estado não se dispôs a comprar a atual área e, tampouco, a negociar a permanência naquele local com a Empresa Brasil de Comunicações (EBC).
Pont questionou a má vontade do executivo gaúcho em adquirir o espaço das emissoras no morro Santa Tereza, vendido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à EBC por R$ 4,7 milhões, com uma entrada de 10% e mais 60 parcelas mensais. " Será possível construir um novo prédio com toda a estrutura necessária por este valor?", raciocinou. O INSS foi forçado a comercializar a área porque o Tribunal de Contas da União determinou que se desfizesse de ativos não relacionados ao seu campo de atuação.
Foi neste momento que a EBC propôs a permanência da TVE naquele espaço a partir da celebração de um convênio com o governo estadual. Desta forma, a emissora gaúcha transmitiria a programação da TV Brasil em canal aberto, ao mesmo tempo em que a programação local seria levada para o restante do país. O Rio Grande do Sul é o único Estado que ainda não estabeleceu o convênio com a nova empresa pública de comunicações. Falando em nome da bancada do PT, Pont frisou estar fazendo um pronunciamento "quase cautelar, para evitar que, no futuro, digam que a TVE foi fechada pelo governo federal".
Denise Ritter | PT 17:34 - 22/12/2009
Fonte: www.al.rs.gov.br
No dia marcado para o anúncio do local que abrigará a nova sede da TVE e da FM Cultura, o deputado Raul Pont denunciou ser inconcebível que, por uma "idiossincrasia, uma birra" da governadora Yeda Crusius, as emissoras da Fundação Piratini sejam retiradas do espaço que ocupam há mais de duas décadas. O petista ressaltou, na sessão plenária desta terça-feira (22), que o governo do estado não se dispôs a comprar a atual área e, tampouco, a negociar a permanência naquele local com a Empresa Brasil de Comunicações (EBC).
Pont questionou a má vontade do executivo gaúcho em adquirir o espaço das emissoras no morro Santa Tereza, vendido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à EBC por R$ 4,7 milhões, com uma entrada de 10% e mais 60 parcelas mensais. " Será possível construir um novo prédio com toda a estrutura necessária por este valor?", raciocinou. O INSS foi forçado a comercializar a área porque o Tribunal de Contas da União determinou que se desfizesse de ativos não relacionados ao seu campo de atuação.
Foi neste momento que a EBC propôs a permanência da TVE naquele espaço a partir da celebração de um convênio com o governo estadual. Desta forma, a emissora gaúcha transmitiria a programação da TV Brasil em canal aberto, ao mesmo tempo em que a programação local seria levada para o restante do país. O Rio Grande do Sul é o único Estado que ainda não estabeleceu o convênio com a nova empresa pública de comunicações. Falando em nome da bancada do PT, Pont frisou estar fazendo um pronunciamento "quase cautelar, para evitar que, no futuro, digam que a TVE foi fechada pelo governo federal".
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
TVE muda de endereço, mas segue em crise
JORNAL DO COMÉRCIO
22/12/09
Governo do Estado deve anunciar hoje nova localização; funcionários alertam para “extinção”
Daniel Cassol, especial do JC
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=15636
A novela sobre o destino da TVE e da FM Cultura pode ter mais um capítulo hoje, mas não está próxima do encerramento. A governadora Yeda Crusius deve anunciar o novo local onde funcionará a Fundação Estadual Piratini, depois de o governo descartar a compra do atual prédio, de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão, porém, não afasta das polêmicas a "TV pública dos gaúchos".
O problema começa pelo investimento. Em 2009, a fundação gastou, sob a rubrica de "equipamentos e material permanente", cerca de R$ 8,3 mil. Um valor baixo para uma televisão e uma rádio, e ainda menor do que o de 2008, quando foram gastos R$ 10,7 mil. As informações constam no Portal da Transparência do governo do Estado.
O orçamento total da emissora em 2009 foi de aproximadamente R$ 17 milhões, sendo que R$ 10 milhões foram executados até agora. O representante dos funcionários no conselho deliberativo da emissora, Alexandre Leboutte, lamenta que a cada ano o orçamento venha diminuindo, desde o pico de R$ 22 milhões registrado em 2001. "Só declinou de lá para cá", diz.
O presidente da fundação, Ricardo Azeredo, atribui o baixo investimento nas emissoras à "distorção fantástica" na folha de pagamento. O valor gasto com "vencimentos e vantagens fixas - pessoal civil" foi de R$ 4,7 milhões neste ano. "A média salarial é razoável. Está longe de ser um salário de fome", afirma.
A falta de recursos é acompanhada pela diminuição do número de funcionários ao longo dos últimos anos. O último concurso público foi realizado em 2001 e pelo menos 50 funcionários concursados saíram da emissora, segundo estimativa de Leboutte. "Isso aconteceu em todas as funções", diz. Não há previsão de novo concurso.
Segundo Azeredo, a fundação conta, atualmente, com cerca de 200 funcionários. Ele afirma que a falta de pessoal não é problema, mas sim as restrições quanto às funções a serem desempenhadas. "Nosso plano de cargos e salários é fora da realidade do mercado", afirma, citando casos em que funcionários se negaram a fazer determinadas atividades que não constariam em seus contratos.
A saída de funcionários gera um outro problema: a atuação de cargos de confiança (CCs), considerada excessiva pelos que trabalham em funções de carreira. As reuniões do Conselho Deliberativo registram reclamações de funcionários quanto a problemas que teriam tido com CCs, em casos considerados de ingerência política do governo.
Em outubro do ano passado, o conselho recebeu uma denúncia de censura durante a produção de matéria sobre a troca de titular na Secretaria da Transparência. "A matéria foi cortada e o texto, mudado. Foi, simplesmente, censurada", desabafa Leboutte. Ele conta que o Conselho Deliberativo pediu cópia do material bruto e do que foi ao ar, mas nunca recebeu. "Não só não recebemos os materiais como eu sofri uma advertência", destaca. Segundo Leboutte, a presidência da fundação não tem enviado ao órgão as documentações solicitadas, como orçamento, convênios e projetos de novos programas, o que dificulta o controle da sociedade sobre a emissora pública.
Azeredo confirma que vem desconsiderando o Conselho Deliberativo, que teria uma posição "puramente ideológica" e que estaria extrapolando seu papel. "Passamos a não considerá-lo, porque ele mesmo se colocou em uma posição ideológica, completamente contrária ao projeto que nós tínhamos", diz. Segundo Azeredo, a relação é de conflito desde o início de sua gestão. Sua posse, em outubro do ano passado, chegou a ser suspensa judicialmente, pois seu nome não passou por aprovação do órgão. Agora, ele se nega a responder às demandas. "Não temos por que municiá-lo para que ele continue travando uma guerra política contra nós", afirma.
De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Osório, Azeredo "afronta a legislação" ao não considerar a instância órgão. E afirma que a postura conflituosa parte do próprio Azeredo. "Antes da minha posse como presidente os pareceres já eram ignorados pelo governo. Apesar disso, havia uma boa relação com a antiga direção da fundação", afirma Osório, criticando também o fato de Azeredo não repassar informações ao conselho. Sem acesso aos dados administrativos, Osório diz que a forma de avaliar a situação da TVE e da FM Cultura é acompanhando a programação. "Vendo a TV e ouvindo a rádio, é evidente o estado de pobreza. A situação é caótica."
A TVE ampliou o espaço para as produções locais, realizando parcerias com produtores independentes, que ficam responsáveis por viabilizar os apoios financeiros. Segundo Azeredo, esta política, aliada à captação de anúncios junto ao próprio governo do Estado, gerou uma receita de R$ 476 mil. Em novembro, foi concluída a instalação da nova antena, no Morro da Embratel. Também está em andamento a aquisição de equipamentos para ampliar em 54 o número de localidades retransmissoras.
Parceria com EBC está descartada, diz Azeredo
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já fechou o negócio com o INSS para a compra do prédio da TVE, empenhando a primeira parcela, de R$ 470 mil. A informação foi confirmada ao Jornal do Comércio pelo secretário-executivo da EBC, Ricardo Collar. "Não há nenhum interesse em que a TVE saia do prédio", diz.
A possibilidade de parceria, porém, é descartada por Ricardo Azeredo. "Esta hipótese já está afastada, por uma decisão do governo de ter a TVE em instalação própria", afirma.
O INSS tentava desde 2005 realizar uma permuta de prédios ociosos do governo, o que nunca ocorreu. Em novembro, deu prazo para o Estado optar pela compra, mas, com a negativa, a EBC manifestou interesse no prédio, onde poderia instalar unidades de produção da TV Brasil e outros veículos públicos da empresa.
A convivência no mesmo prédio e a troca de conteúdo entre TV Brasil e TVE são a aposta dos funcionários. "Estamos tentando conversar com os diretores da EBC para que façam uma proposta formal ao governo do Estado para que a TVE permaneça no local", diz Alexandre Leboutte.
A TV Brasil chegou a oferecer apoio ao programa infantil Pandorga, que entraria na programação nacional, mas o governo decidiu não retransmitir a emissora federal. O Rio Grande do Sul foi o único estado a não firmar parceria com a TV Brasil. "Gostaríamos muito que a emissora permanecesse no prédio", destaca Collar, da EBC. Ele afirma que até agora foram feitas apenas conversas informais. "Se for preciso, podemos formalizar um convite", completa.
A chegada da EBC a Porto Alegre não muda o cenário. "Se a EBC vier para cá, temos como uma grande notícia. Porque é mais um veículo de comunicação no Estado. Mas a TVE não precisa ser inquilina de ninguém para sobreviver", sentencia Azeredo.
Segundo o presidente da Fundação Estadual Piratini, os gastos mensais com aluguel e manutenção do atual prédio chegam a R$ 100 mil. Uma reforma no local demandaria mais de R$ 2 milhões. Além disso, a decisão de sair do Morro Santa Tereza segue uma orientação do governo para que seus órgãos operem apenas em imóveis próprios. "Tudo está sendo feito de acordo com um planejamento técnico adequado para que a TVE seja melhor do que é", dispara.
22/12/09
Governo do Estado deve anunciar hoje nova localização; funcionários alertam para “extinção”
Daniel Cassol, especial do JC
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=15636
A novela sobre o destino da TVE e da FM Cultura pode ter mais um capítulo hoje, mas não está próxima do encerramento. A governadora Yeda Crusius deve anunciar o novo local onde funcionará a Fundação Estadual Piratini, depois de o governo descartar a compra do atual prédio, de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão, porém, não afasta das polêmicas a "TV pública dos gaúchos".
O problema começa pelo investimento. Em 2009, a fundação gastou, sob a rubrica de "equipamentos e material permanente", cerca de R$ 8,3 mil. Um valor baixo para uma televisão e uma rádio, e ainda menor do que o de 2008, quando foram gastos R$ 10,7 mil. As informações constam no Portal da Transparência do governo do Estado.
O orçamento total da emissora em 2009 foi de aproximadamente R$ 17 milhões, sendo que R$ 10 milhões foram executados até agora. O representante dos funcionários no conselho deliberativo da emissora, Alexandre Leboutte, lamenta que a cada ano o orçamento venha diminuindo, desde o pico de R$ 22 milhões registrado em 2001. "Só declinou de lá para cá", diz.
O presidente da fundação, Ricardo Azeredo, atribui o baixo investimento nas emissoras à "distorção fantástica" na folha de pagamento. O valor gasto com "vencimentos e vantagens fixas - pessoal civil" foi de R$ 4,7 milhões neste ano. "A média salarial é razoável. Está longe de ser um salário de fome", afirma.
A falta de recursos é acompanhada pela diminuição do número de funcionários ao longo dos últimos anos. O último concurso público foi realizado em 2001 e pelo menos 50 funcionários concursados saíram da emissora, segundo estimativa de Leboutte. "Isso aconteceu em todas as funções", diz. Não há previsão de novo concurso.
Segundo Azeredo, a fundação conta, atualmente, com cerca de 200 funcionários. Ele afirma que a falta de pessoal não é problema, mas sim as restrições quanto às funções a serem desempenhadas. "Nosso plano de cargos e salários é fora da realidade do mercado", afirma, citando casos em que funcionários se negaram a fazer determinadas atividades que não constariam em seus contratos.
A saída de funcionários gera um outro problema: a atuação de cargos de confiança (CCs), considerada excessiva pelos que trabalham em funções de carreira. As reuniões do Conselho Deliberativo registram reclamações de funcionários quanto a problemas que teriam tido com CCs, em casos considerados de ingerência política do governo.
Em outubro do ano passado, o conselho recebeu uma denúncia de censura durante a produção de matéria sobre a troca de titular na Secretaria da Transparência. "A matéria foi cortada e o texto, mudado. Foi, simplesmente, censurada", desabafa Leboutte. Ele conta que o Conselho Deliberativo pediu cópia do material bruto e do que foi ao ar, mas nunca recebeu. "Não só não recebemos os materiais como eu sofri uma advertência", destaca. Segundo Leboutte, a presidência da fundação não tem enviado ao órgão as documentações solicitadas, como orçamento, convênios e projetos de novos programas, o que dificulta o controle da sociedade sobre a emissora pública.
Azeredo confirma que vem desconsiderando o Conselho Deliberativo, que teria uma posição "puramente ideológica" e que estaria extrapolando seu papel. "Passamos a não considerá-lo, porque ele mesmo se colocou em uma posição ideológica, completamente contrária ao projeto que nós tínhamos", diz. Segundo Azeredo, a relação é de conflito desde o início de sua gestão. Sua posse, em outubro do ano passado, chegou a ser suspensa judicialmente, pois seu nome não passou por aprovação do órgão. Agora, ele se nega a responder às demandas. "Não temos por que municiá-lo para que ele continue travando uma guerra política contra nós", afirma.
De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Osório, Azeredo "afronta a legislação" ao não considerar a instância órgão. E afirma que a postura conflituosa parte do próprio Azeredo. "Antes da minha posse como presidente os pareceres já eram ignorados pelo governo. Apesar disso, havia uma boa relação com a antiga direção da fundação", afirma Osório, criticando também o fato de Azeredo não repassar informações ao conselho. Sem acesso aos dados administrativos, Osório diz que a forma de avaliar a situação da TVE e da FM Cultura é acompanhando a programação. "Vendo a TV e ouvindo a rádio, é evidente o estado de pobreza. A situação é caótica."
A TVE ampliou o espaço para as produções locais, realizando parcerias com produtores independentes, que ficam responsáveis por viabilizar os apoios financeiros. Segundo Azeredo, esta política, aliada à captação de anúncios junto ao próprio governo do Estado, gerou uma receita de R$ 476 mil. Em novembro, foi concluída a instalação da nova antena, no Morro da Embratel. Também está em andamento a aquisição de equipamentos para ampliar em 54 o número de localidades retransmissoras.
Parceria com EBC está descartada, diz Azeredo
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já fechou o negócio com o INSS para a compra do prédio da TVE, empenhando a primeira parcela, de R$ 470 mil. A informação foi confirmada ao Jornal do Comércio pelo secretário-executivo da EBC, Ricardo Collar. "Não há nenhum interesse em que a TVE saia do prédio", diz.
A possibilidade de parceria, porém, é descartada por Ricardo Azeredo. "Esta hipótese já está afastada, por uma decisão do governo de ter a TVE em instalação própria", afirma.
O INSS tentava desde 2005 realizar uma permuta de prédios ociosos do governo, o que nunca ocorreu. Em novembro, deu prazo para o Estado optar pela compra, mas, com a negativa, a EBC manifestou interesse no prédio, onde poderia instalar unidades de produção da TV Brasil e outros veículos públicos da empresa.
A convivência no mesmo prédio e a troca de conteúdo entre TV Brasil e TVE são a aposta dos funcionários. "Estamos tentando conversar com os diretores da EBC para que façam uma proposta formal ao governo do Estado para que a TVE permaneça no local", diz Alexandre Leboutte.
A TV Brasil chegou a oferecer apoio ao programa infantil Pandorga, que entraria na programação nacional, mas o governo decidiu não retransmitir a emissora federal. O Rio Grande do Sul foi o único estado a não firmar parceria com a TV Brasil. "Gostaríamos muito que a emissora permanecesse no prédio", destaca Collar, da EBC. Ele afirma que até agora foram feitas apenas conversas informais. "Se for preciso, podemos formalizar um convite", completa.
A chegada da EBC a Porto Alegre não muda o cenário. "Se a EBC vier para cá, temos como uma grande notícia. Porque é mais um veículo de comunicação no Estado. Mas a TVE não precisa ser inquilina de ninguém para sobreviver", sentencia Azeredo.
Segundo o presidente da Fundação Estadual Piratini, os gastos mensais com aluguel e manutenção do atual prédio chegam a R$ 100 mil. Uma reforma no local demandaria mais de R$ 2 milhões. Além disso, a decisão de sair do Morro Santa Tereza segue uma orientação do governo para que seus órgãos operem apenas em imóveis próprios. "Tudo está sendo feito de acordo com um planejamento técnico adequado para que a TVE seja melhor do que é", dispara.
Ato público contra a extinção da TVE/RS e FM Cultura
No dia em que se comemorava os 50 anos da primeira transmissão de televisão no estado do Rio Grande do Sul, os funcionários da TVE/RS e da FM Cultura e os sindicatos de jornalistas e radialistas realizaram um ato público no Parque da Redenção, em Porto Alegre.
O ato visava denunciar o sucateamento das emissoras pelo atual governo e a possibilidade de sua extinção, decorrente da decisão da governadora Yeda Crusius de saída do prédio ocupado pela TVE desde 1981, que abrigara a extinta TV Piratini, primeira emissora de TV do estado.
Músicos, intelectuais, parlamentares, educadores e comunidade em geral estiveram no ato para prestar seu apoio ao movimento SOS TVE e FM CULTURA.
Acompanhe pelo Youtube um pouco da nossa movimentação.
O ato visava denunciar o sucateamento das emissoras pelo atual governo e a possibilidade de sua extinção, decorrente da decisão da governadora Yeda Crusius de saída do prédio ocupado pela TVE desde 1981, que abrigara a extinta TV Piratini, primeira emissora de TV do estado.
Músicos, intelectuais, parlamentares, educadores e comunidade em geral estiveram no ato para prestar seu apoio ao movimento SOS TVE e FM CULTURA.
Acompanhe pelo Youtube um pouco da nossa movimentação.
Apoio argentino à TVE/RS e FM Cultura
La SOCIEDAD ARGENTINA DE LOCUTORES expresa su solidaridad y acompaña la defensa de los canales que forman parte de la sociedad de Rio Grande do Sul.
CONTRA LA EXTINCION DE TVE/FM CULTURA.
JOSE PEREZ NELLA
Presidente
SERGIO GELMAN
Secretario Gremial
SOCIEDAD ARGENTINA DE LOCUTORES
presidencia@locutores.org.ar
CONTRA LA EXTINCION DE TVE/FM CULTURA.
JOSE PEREZ NELLA
Presidente
SERGIO GELMAN
Secretario Gremial
SOCIEDAD ARGENTINA DE LOCUTORES
presidencia@locutores.org.ar
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Movimento SOS TVE e FM Cultura promove ato no Brique da Redenção neste domingo, dia 20 de dezembro
Será um dia de manifestações livres em defesa e manutenção das emissoras públicas
Das 11h às 15h artistas, intelectuais, entidades de classe e outros convidados expressarão seu apoio ao movimento
Será realizado neste domingo, dia 20 de dezembro, a partir das 11h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre, próximo ao Colégio Militar, um ato público SOS TVE e FM Cultura promovido pelos funcionários da Fundação Cultural Piratini – Rádio e Televisão e pelos Sindicatos dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas do Estado. O objetivo é chamar a atenção da comunidade gaúcha para o processo de desmonte e sucateamento da TVE/RS e da FM Cultura.
O agravamento da situação se deu pela recente negociação de venda do histórico prédio no Morro Santa Tereza onde, há 50 anos, no dia 20 de dezembro de 1959, aconteceu a primeira transmissão de tevê no Rio Grande do Sul, feita pela TV Piratini. Faz-se necessário salientar neste momento que o Governo teve a oportunidade de permuta ou compra do prédio e não o fez. O futuro proprietário (EBC/TV Brasil/Radiobrás) se dispôs a manter no prédio as emissoras, inclusive sem nenhum custo. Mesmo assim, o Governo do Estado determinou à TVE e à FM Cultura que desocupem o imóvel até o próximo dia 31 de março de 2010. Até o momento, nenhum esclarecimento ou garantia foram dados aos funcionários das emissoras ou aos parlamentares gaúchos que se uniram ao movimento para negociar a permanência das emissoras no local atual. Mais do que a saída do Morro Santa Tereza, a ameaça é de encolhimento das duas emissoras, a exemplo do que sofreu a Procuradoria Geral do Estado, que foi removida para um andar do DAER e os servidores obrigados a se adaptar em espaços reduzidos e sem condições de trabalho.
O SOS TVE e FM Cultura conta com o apoio de várias instituições, das classes artística e intelectual do Estado e, até mesmo, de entidades de trabalhadores da América do Sul. O abaixo-assinado criado pelo movimento rapidamente se espalhou pela internet e em apenas uma semana já recebeu mais de 1200 assinaturas.
Livre para a participação de todos o espaço criado pelos organizadores do SOS TVE e FM Cultura no Brique contará também com apresentações especiais de pessoas da comunidade que espontaneamente estarão prestigiando o evento. Das 11h às13h será a vez dos grupos de teatro que farão apresentações rápidas. Logo após, das 13h até as 15h, estão previstas as manifestações de músicos.
Destaque para duas atrações confirmadas:
• Tradisons - grupo que está lançando cd, formado por 15 músicos e técnicos de diferentes nacionalidades e gerações e que pesquisa músicas dos mais distintos países, utilizando-se de instrumentos comuns aos mais exóticos. www.myspace.com/tradisons
• Bandinha Di Dá Dó – um quarteto de clown music, obviamente, bem-humorado e que mistura de rock, ritmos tradicionais e psicodelia, formado por palhaços músicos. www.myspace.com/bandinhadidado
Saiba mais sobre o SOS TVE e FM Cultura
A TVE e a FM Cultura estão saindo do prédio que ocupam há 28 anos porque o governo do Estado não aceitou negociar com o INSS (proprietário do imóvel). O governo do RS tem mais de 1500 prédios ociosos, que poderiam ter sido oferecidos para permuta. Apesar de ter a preferência na compra, o governo gaúcho não quis adquirir o imóvel. Nos moldes atuais de funcionamento da Fundação Cultural Piratini, a transferência vai custar mais caro aos cofres públicos, não havendo sequer viabilidade técnica para a mudança até 31 de março de 2010, data escolhida pelo Executivo para a entrega do prédio.
Os sindicatos dos Jornalistas e Radialistas e os funcionários acreditam que a decisão vai resultar na extinção da TVE/FM Cultura, já que o processo de sucateamento das emissoras se intensificou neste governo, com a falta de investimentos em infraestrutura e na produção própria, o desrespeito ao Conselho Deliberativo que representa a sociedade e o total desinteresse pela rede pública de comunicação no Brasil.
Contamos com a sensibilidade das autoridades e do povo gaúcho para defenderem a manutenção e o fortalecimento das nossas emissoras. Para tanto, devem permanecer no endereço atual.
Obtenha mais informações ou manifeste-se através do blog http://forumtve.blogspot.com
Para maiores informações sobre o ato no Brique da Redenção e entrevistas contatar com Alexandre Leboutte da Fonseca, representante dos funcionários da TVE/RS e FM Cultura, através do telefone (51) 9214.5790. Ou ainda através do email leboutte@uol.com.br ou a_leboutte@yahoo.com.br .
Das 11h às 15h artistas, intelectuais, entidades de classe e outros convidados expressarão seu apoio ao movimento
Será realizado neste domingo, dia 20 de dezembro, a partir das 11h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre, próximo ao Colégio Militar, um ato público SOS TVE e FM Cultura promovido pelos funcionários da Fundação Cultural Piratini – Rádio e Televisão e pelos Sindicatos dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas do Estado. O objetivo é chamar a atenção da comunidade gaúcha para o processo de desmonte e sucateamento da TVE/RS e da FM Cultura.
O agravamento da situação se deu pela recente negociação de venda do histórico prédio no Morro Santa Tereza onde, há 50 anos, no dia 20 de dezembro de 1959, aconteceu a primeira transmissão de tevê no Rio Grande do Sul, feita pela TV Piratini. Faz-se necessário salientar neste momento que o Governo teve a oportunidade de permuta ou compra do prédio e não o fez. O futuro proprietário (EBC/TV Brasil/Radiobrás) se dispôs a manter no prédio as emissoras, inclusive sem nenhum custo. Mesmo assim, o Governo do Estado determinou à TVE e à FM Cultura que desocupem o imóvel até o próximo dia 31 de março de 2010. Até o momento, nenhum esclarecimento ou garantia foram dados aos funcionários das emissoras ou aos parlamentares gaúchos que se uniram ao movimento para negociar a permanência das emissoras no local atual. Mais do que a saída do Morro Santa Tereza, a ameaça é de encolhimento das duas emissoras, a exemplo do que sofreu a Procuradoria Geral do Estado, que foi removida para um andar do DAER e os servidores obrigados a se adaptar em espaços reduzidos e sem condições de trabalho.
O SOS TVE e FM Cultura conta com o apoio de várias instituições, das classes artística e intelectual do Estado e, até mesmo, de entidades de trabalhadores da América do Sul. O abaixo-assinado criado pelo movimento rapidamente se espalhou pela internet e em apenas uma semana já recebeu mais de 1200 assinaturas.
Livre para a participação de todos o espaço criado pelos organizadores do SOS TVE e FM Cultura no Brique contará também com apresentações especiais de pessoas da comunidade que espontaneamente estarão prestigiando o evento. Das 11h às13h será a vez dos grupos de teatro que farão apresentações rápidas. Logo após, das 13h até as 15h, estão previstas as manifestações de músicos.
Destaque para duas atrações confirmadas:
• Tradisons - grupo que está lançando cd, formado por 15 músicos e técnicos de diferentes nacionalidades e gerações e que pesquisa músicas dos mais distintos países, utilizando-se de instrumentos comuns aos mais exóticos. www.myspace.com/tradisons
• Bandinha Di Dá Dó – um quarteto de clown music, obviamente, bem-humorado e que mistura de rock, ritmos tradicionais e psicodelia, formado por palhaços músicos. www.myspace.com/bandinhadidado
Saiba mais sobre o SOS TVE e FM Cultura
A TVE e a FM Cultura estão saindo do prédio que ocupam há 28 anos porque o governo do Estado não aceitou negociar com o INSS (proprietário do imóvel). O governo do RS tem mais de 1500 prédios ociosos, que poderiam ter sido oferecidos para permuta. Apesar de ter a preferência na compra, o governo gaúcho não quis adquirir o imóvel. Nos moldes atuais de funcionamento da Fundação Cultural Piratini, a transferência vai custar mais caro aos cofres públicos, não havendo sequer viabilidade técnica para a mudança até 31 de março de 2010, data escolhida pelo Executivo para a entrega do prédio.
Os sindicatos dos Jornalistas e Radialistas e os funcionários acreditam que a decisão vai resultar na extinção da TVE/FM Cultura, já que o processo de sucateamento das emissoras se intensificou neste governo, com a falta de investimentos em infraestrutura e na produção própria, o desrespeito ao Conselho Deliberativo que representa a sociedade e o total desinteresse pela rede pública de comunicação no Brasil.
Contamos com a sensibilidade das autoridades e do povo gaúcho para defenderem a manutenção e o fortalecimento das nossas emissoras. Para tanto, devem permanecer no endereço atual.
Obtenha mais informações ou manifeste-se através do blog http://forumtve.blogspot.com
Para maiores informações sobre o ato no Brique da Redenção e entrevistas contatar com Alexandre Leboutte da Fonseca, representante dos funcionários da TVE/RS e FM Cultura, através do telefone (51) 9214.5790. Ou ainda através do email leboutte@uol.com.br ou a_leboutte@yahoo.com.br .
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Silva confirma proposta da EBC pelo prédio ocupado pela TVE
Audiência com o governo do Estado pedirá que emissora não saia do local
JORNAL DO COMÉRCIO
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=14980
Daniel Cassol, especial do JC
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já apresentou proposta de compra do prédio ocupado pela TVE e a negociação com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), proprietário do imóvel, deve ser fechada nos próximos 60 dias. A informação foi divulgada ontem pelo chefe do serviço de administração do INSS em Porto Alegre, Luis Cândido da Silva, em reunião na Câmara Municipal.
A tentativa de permutar prédios do Estado com o INSS não evoluiu porque o governo apresentou uma lista em que constavam apenas o registro e o município do imóvel. A venda do prédio segue orientação nacional para que o instituto descarte imóveis não aproveitados.
Segundo Silva, uma proposta formal da EBC foi encaminhada à gerência executiva do INSS na Capital no final da semana passada. Apenas a EBC respondeu ao edital voltado a entidades da administração pública, lançado pelo INSS depois que o governo do Estado comunicou que não vai desembolsar os R$ 4,7 milhões para ficar definitivamente com o imóvel, que aluga desde 1980. A única possibilidade de o negócio não ser fechado é a EBC desistir da compra.
Com a informação, os participantes do encontro na Câmara decidiram que o desafio agora é intermediar negociações com o Estado e a EBC, provável proprietária do prédio, para que a TVE e a FM Cultura permaneçam no local. "Vamos tentar mudar a decisão do governo de transferir a TVE de local. Vamos articular conversações entre a EBC e o governo do Estado", afirmou o representante dos funcionários da Fundação Estadual Piratini, Alexandre Leboutte.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Maria Nunes, defende que a TVE permaneça no prédio, sem custos ao Estado, e que a EBC mantenha um núcleo de produção no local, realizando troca de programação. "Mas para isso o governo precisa dialogar", diz Nunes. Ele tenta desde o início da semana passada uma audiência com a secretária da Cultura, Mônica Leal.
Na reunião, o presidente da Câmara, Sebastião Melo (PMDB), e o deputado estadual Adão Villaverde (PT) se comprometeram a pedir audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, para discutir a questão. Eles também pretendem marcar reunião com os diretores da EBC em Brasília.
Presente no encontro, o secretário da Administração, Elói Guimarães, voltou a afirmar que foi uma decisão de governo não comprar o prédio. Diante de críticas sobre o sucateamento da emissora, ele negou que a escolha possa representar um risco de "extinção" da TVE, como menciona uma campanha feita por funcionários.
"A transferência para outro local não significa extinção", ponderou. Ele afirma que o governo do Estado trabalha com várias alternativas para a nova localização da emissora, que serão divulgadas "oportunamente". Sobre uma possível parceria com a EBC, o secretário não se manifestou, por entender que a questão não compete à sua pasta.
JORNAL DO COMÉRCIO
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=14980
Daniel Cassol, especial do JC
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já apresentou proposta de compra do prédio ocupado pela TVE e a negociação com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), proprietário do imóvel, deve ser fechada nos próximos 60 dias. A informação foi divulgada ontem pelo chefe do serviço de administração do INSS em Porto Alegre, Luis Cândido da Silva, em reunião na Câmara Municipal.
A tentativa de permutar prédios do Estado com o INSS não evoluiu porque o governo apresentou uma lista em que constavam apenas o registro e o município do imóvel. A venda do prédio segue orientação nacional para que o instituto descarte imóveis não aproveitados.
Segundo Silva, uma proposta formal da EBC foi encaminhada à gerência executiva do INSS na Capital no final da semana passada. Apenas a EBC respondeu ao edital voltado a entidades da administração pública, lançado pelo INSS depois que o governo do Estado comunicou que não vai desembolsar os R$ 4,7 milhões para ficar definitivamente com o imóvel, que aluga desde 1980. A única possibilidade de o negócio não ser fechado é a EBC desistir da compra.
Com a informação, os participantes do encontro na Câmara decidiram que o desafio agora é intermediar negociações com o Estado e a EBC, provável proprietária do prédio, para que a TVE e a FM Cultura permaneçam no local. "Vamos tentar mudar a decisão do governo de transferir a TVE de local. Vamos articular conversações entre a EBC e o governo do Estado", afirmou o representante dos funcionários da Fundação Estadual Piratini, Alexandre Leboutte.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Maria Nunes, defende que a TVE permaneça no prédio, sem custos ao Estado, e que a EBC mantenha um núcleo de produção no local, realizando troca de programação. "Mas para isso o governo precisa dialogar", diz Nunes. Ele tenta desde o início da semana passada uma audiência com a secretária da Cultura, Mônica Leal.
Na reunião, o presidente da Câmara, Sebastião Melo (PMDB), e o deputado estadual Adão Villaverde (PT) se comprometeram a pedir audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, para discutir a questão. Eles também pretendem marcar reunião com os diretores da EBC em Brasília.
Presente no encontro, o secretário da Administração, Elói Guimarães, voltou a afirmar que foi uma decisão de governo não comprar o prédio. Diante de críticas sobre o sucateamento da emissora, ele negou que a escolha possa representar um risco de "extinção" da TVE, como menciona uma campanha feita por funcionários.
"A transferência para outro local não significa extinção", ponderou. Ele afirma que o governo do Estado trabalha com várias alternativas para a nova localização da emissora, que serão divulgadas "oportunamente". Sobre uma possível parceria com a EBC, o secretário não se manifestou, por entender que a questão não compete à sua pasta.
Amigos e apoiadores da TVE e FM Cultura
Nosso abaixo-assinado pela preservação da TVE e da FM Cultura nem completou uma semana (apenas na internet) e já ultrapassou as 1200 assinaturas. Quando vimos a quantidade de pessoas de grande expressão pública, nas mais variadas áreas de atuação (artes e cultura, educação, comunicação, política, etc.), que já assinaram nosso documento, pensamos em listar alguns nomes (e são muitos). Porém, achamos que não seria justo. O valor da TVE e da FM Cultura está justamente na sua característica singular de não diferenciar os sujeitos da cultura, da arte, da educação, da política, enfim, cada um que tem algo a dizer. Representamos um campo da comunicação, a TV e a rádio públicas, de vocação exponencialmente democrática. Não importa se um artista atingiu a consagração pública ou se está começando a expor seu trabalho, se brilhou nas telenovelas das emissoras comerciais ou se conduz seu profissionalismo pelas ruas e salas de Porto Alegre sem nunca ter figurado nas “líderes”. O que importa é a diversidade, é a noção de que o direito de expressão de um povo não deve estar submetido aos critérios do binômio audiência/anunciantes.
É claro que temos de lutar a cada dia contra o governo da hora (e seus prepostos que assumem a direção das emissoras) que nos pretende manter a cabresto. Isso é tão mais difícil quando o tema é a Política. Mas, como escreveu Quintana, “eles passarão”.
Agradecemos a cada um que assinou nosso abaixo-assinado e pedimos que repassem a seus contatos para que se somem a nós. Se mostrarmos que somos fortes, que somos muitos, nós "passarinho!"
Movimento SOS TVE / FM Cultura
É claro que temos de lutar a cada dia contra o governo da hora (e seus prepostos que assumem a direção das emissoras) que nos pretende manter a cabresto. Isso é tão mais difícil quando o tema é a Política. Mas, como escreveu Quintana, “eles passarão”.
Agradecemos a cada um que assinou nosso abaixo-assinado e pedimos que repassem a seus contatos para que se somem a nós. Se mostrarmos que somos fortes, que somos muitos, nós "passarinho!"
Movimento SOS TVE / FM Cultura
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A mudança da TVE
13/12/09
Do blog Pé de Página,
em http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/2009/12/13/a-mudanca-da-tve/
Por Gunter Axt
Alguma coisa estranha vai em curso com relação a TVE e à Rádio Cultura. Não conversei com ninguém de lá, em especial. Minhas informações - ou a falta delas - assim como todo mundo, vêm da imprensa e desse blog aí, aparentemente mantido pelos funcionários. TVE e FM Cultura Correm risco de extinção
Diante da decisão do INSS de vender o prédio no Morro Santa Tereza, onde há 28 anos funciona a emissora, o governo estadual não pôde, ou não quis, adquirir o imóvel. O problema é que, tendo a emissora recebido ultimado para deixar as instalações até o dia 31 de março, tem gerado crescente apreensão o fato de que até agora não se materializou o novo destino. Dezembro já está acabando - as Festas estão logo aí -, restando cada vez menos tempo hábil para uma mudança que, imagino, deva ser complexa. É uma pena que uma entidade tão importante esteja sendo tratada com este aparente descaso.
Há muito, aliás, a TVE e a Rádio Cultura poderiam ter sido objeto de um up grade e um choque de gestão, que lhes capacitasse a funcionar num modelo similar à célebre BBC, de Londres. Uma fundação de fato, com autonomia administrativa com relação ao Governo, mantida por um fundo de endowment, formado durante um período determinado a partir de doações, taxas ou renúncia fiscal. Esta fórmula, sem dúvida, precisaria ser detalhada. Mas aí estão as linhas gerais que permitiriam uma ampliação do sinal e a qualificação da programação. As emissoras públicas, quando bem geridas, têm uma enorme contribuição a oferecer à formação cultural e educacional de um povo. Até os Estados Unidos, país da não intervenção por excelência, possui uma rede pública.
A nossa TVE e a Rádio Cultura são um poderoso patrimônio do povo gaúcho! Em respeito à sua tradição e ao importante papel que desempenham - e que poderia ser enormemente potencializado - deveriam estar sendo tratadas com, pelo menos, mais consideração.
Do blog Pé de Página,
em http://wp.clicrbs.com.br/pedepagina/2009/12/13/a-mudanca-da-tve/
Por Gunter Axt
Alguma coisa estranha vai em curso com relação a TVE e à Rádio Cultura. Não conversei com ninguém de lá, em especial. Minhas informações - ou a falta delas - assim como todo mundo, vêm da imprensa e desse blog aí, aparentemente mantido pelos funcionários. TVE e FM Cultura Correm risco de extinção
Diante da decisão do INSS de vender o prédio no Morro Santa Tereza, onde há 28 anos funciona a emissora, o governo estadual não pôde, ou não quis, adquirir o imóvel. O problema é que, tendo a emissora recebido ultimado para deixar as instalações até o dia 31 de março, tem gerado crescente apreensão o fato de que até agora não se materializou o novo destino. Dezembro já está acabando - as Festas estão logo aí -, restando cada vez menos tempo hábil para uma mudança que, imagino, deva ser complexa. É uma pena que uma entidade tão importante esteja sendo tratada com este aparente descaso.
Há muito, aliás, a TVE e a Rádio Cultura poderiam ter sido objeto de um up grade e um choque de gestão, que lhes capacitasse a funcionar num modelo similar à célebre BBC, de Londres. Uma fundação de fato, com autonomia administrativa com relação ao Governo, mantida por um fundo de endowment, formado durante um período determinado a partir de doações, taxas ou renúncia fiscal. Esta fórmula, sem dúvida, precisaria ser detalhada. Mas aí estão as linhas gerais que permitiriam uma ampliação do sinal e a qualificação da programação. As emissoras públicas, quando bem geridas, têm uma enorme contribuição a oferecer à formação cultural e educacional de um povo. Até os Estados Unidos, país da não intervenção por excelência, possui uma rede pública.
A nossa TVE e a Rádio Cultura são um poderoso patrimônio do povo gaúcho! Em respeito à sua tradição e ao importante papel que desempenham - e que poderia ser enormemente potencializado - deveriam estar sendo tratadas com, pelo menos, mais consideração.
Confirmada venda do prédio da TVE para a EBC


Reunião discutiu situação de impasse sobre o prédio ocupado pela Fundação Piratini
Fotos: Bruno Todeschini
www.camarapoa.rs.gov.br
Presidência
O secretário Estadual da Administração, Elói Guimarães, confirmou, em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (14/12), na Câmara Municipal de Porto Alegre, que o governo do Estado não tem interesse na aquisição da área que abriga a TVE e a FM Cultura. Elói informou, ainda, que até 31 de março as emissoras da Fundação Piratini deverão deixar o local. Acrescentou que trata-se de uma decisão de governo, de utilizar os seus próprios imóveis. Anunciou que muitos prédios estão sendo analisados para servirem de sede para a TVE e FM Cultura.
No encontro, o chefe de Serviços Administrativos do INSS, Luís Cândido, observou que as negociações com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão praticamente concretizadas. O valor da área está estimado em R$ 4,7 milhões. Atualmente, o gasto com aluguel é de R$ 24 mil mensais. Destacou que muitas tentativas de negociação foram feitas, mas que o governo do Estado não apresentou imóveis que pudessem interessar ao INSS.
O presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), está solicitando uma agenda, em caráter de urgência, com o chefe da Casa Civil do governo do Estado, Otomar Vivian. “A Câmara não pode se omitir, precisamos encontrar uma solução. Neste momento, o nosso partido é a TVE”, salientou. Já o deputado Adão Villaverde informou que está sendo buscada uma saída para o impasse. Disse que embora o ministro das Comunicações, Franklin Martins, tenha lhe confirmado a compra da área pela EBC, existe a possibilidade da TVE permanecer no local. Lembrou que o Rio Grande do Sul é o único estado que não assinou, até o momento, contrato de parceria.
A reunião, solicitada ao presidente Sebastião Melo pelo Sindicato dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas, para tratar do assunto, reuniu os vereadores Adeli Sell (PT), Ervino Besson (PDT), Sofia Cavedon (PT), Haroldo de Souza (PMDB), Airto Ferronato (PSB), Maria Celeste (PT), Luiz Braz (PSDB), João Dib (PP), Mauro Pinheiro (PT) e Aldacir Oliboni (PT), e os presidentes José Nunes, do Sindicato dos Jornalistas, Antônio Édisson Caverna Peres, dos Radialistas, Délcio Black e Maria Inês dos Santos Senna do INSS, além de funcionários da TVE e da FM Cultura.
Manifestações
Durante as manifestações, o presidente do Sindicato dos Radialistas, Antônio Édisson Peres, queixou-se da falta de diálogo do governo do Estado e frisou que a TVE e a FM Cultura não pertencem a governos. O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Nunes, também criticou a forma como o governo vem conduzindo o assunto criando uma situação de incertezas quanto ao futuro. Alexandre Leboutte, do Conselho da Fundação Cultural Piratini, disse que a forma de agir do governo demonstra desinteresse com a instituição. Segundo ele, os investimentos nos dois veículos de comunicação são insignificantes, sendo o início da extinção.
A vereadora Sofia Cavedon também criticou o desinteresse do governo e enfatizou que “o Estado não pode operder esses dois equipamentos públicos de comunicação”. Haroldo de Souza questionou por que os funcionários da TVE e FM Cultura não foram consultados, e criticou a transferência para áreas que não sejam próprias para as emissoras. João Dib lembrou o valor histórico dos prédios que abrigaram a primeira emissora de TV do Rio Grande do Sul. Também Airto Ferronato observou que a transferência não é a melhor solução.
Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)
Fonte: http://www.camarapoa.rs.gov.br
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