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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fotos do local onde a governadora Yeda Crusius pretende instalar a TVE e a FM Cultura















As fotos foram tiradas com um celular. Logo postaremos fotos de melhor qualidade, comparando as atuais instalações da TVE e da FM Cultura com o local onde Yeda Crusius, Mônica Leal e Elói Guimarães pretendem instalar as emissoras.
O espaço havia sido oferecido para a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), que o recusou. Fica no primeiro andar do prédio da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, Anexo ao Centro Administrativo.

Alexandre Leboutte da Fonseca
Jornalista - TVE/RS

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Secretário Elói Guimarães fala, fala e não diz absolutamente nada!

O secretário da Administração e Recursos Humanos do RS, Elói Guimarães, participou do Jornal da TVE, na noite desta terça-feira, 29. Ao vivo, no estúdio da TVE, esquivou-se de todas as perguntas da jornalista Maria Helena Ruduit e não esclareceu absolutamente nada sobre a mudança da Fundação Piratini para o Centro Administrativo.
Apenas respostas evasivas e enrolação, o que nos leva a perceber que não existe um projeto para a instalação das emissoras no Centro Administrativo.

O que existe é a vontade de cortar "custos", tirando a TVE e a FM Cultura da sede atual. Para onde e como vão, já é outra história, para eles, menos importante. Está ficando cada vez mais claro o cenário de desmonte total das emissoras. Pra que uma emissora de TV se podem pagar R$ 20 mil por mês para a TV Cultura de São Paulo produzir programação e preencher mais umas horas com reprises e programação terceirizada?

Nossa! É mesmo um novo jeito. Mas será o melhor?

Alexandre Leboutte da Fonseca
Jornalista - TVE/RS

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Presidente do Conselho percebe manobra para acabar com a TVE/RS e a FM Cultura

Em mensagem enviada aos conselheiros da Fundação Piratini (gestora da TVE/RS e da FM Cultura), o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Luiz Osório, convida os demais integrantes do colegiado a assinarem o abaixo-assinado contra a extinção das emissoras.
Reproduzimos aqui:

Prezado Conselho, segue o link do abaixo-assinado contra a extinção da TVE e da FM Cultura. Abaixo está o texto que postei no referido abaixo-assinado, que já firmei como cidadão. Sugiro que os conselheiros também firmem o referido documento.
Pedro Luiz S. Osório

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5348


Todas as evidências indicam que o Governo do Estado pretende transformar a TVE e a FM Cultura em emissoras totalmente subordinadas aos interesses do partido que está no poder. Estabeleceu a prática de desrespeitar o Conselho Deliberativo da Fundação Piratini que, por lei é um dos seus órgãos dirigentes. Assim, afastou a sociedade civil, que está representada no Conselho. Ignora os funcionários e suas competências, perseguindo quem ousar propor qualquer ideia diferente do que pensa. Não tomou qualquer iniciativa para permanecer na sua sede, pela qual deixou de pagar o devido aluguel, malgrado a disposição de negociar manifestada pelo INSS, que era proprietário do imóvel. Agora, depois que o referido imóvel foi adquirido pelo Governo Federal, através da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), desconsidera a oferta desta para que a Fundação permaneça na sua sede, sem qualquer contrapartida que não seja a divisão parcial do espaço, para a instalação de uma representação local da EBC. Frente a isso, alguém pode duvidar que o Governo do Estado deseje acabar com a TV e a FM Cultura?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Jornalismo da TVE silencia sobre mudança da Fundação Piratini

Os telespectadores e ouvintes da TVE e da FM Cultura têm o direito de saber o que está acontecendo com as emissoras. E nosso jornalismo tem o dever de informar. Mas não é o que está acontecendo.

No dia em que a governadora Yeda Crusius anunciou o projeto de mudança da Fundação Piratini, com sua transferência para o Centro Administrativo, absolutamente nada foi abordado pelos telejornais da TVE. Na FM Cultura, o jornalismo já não existe mais. Foi desmontado pela atual gestão.

É vergonhosa, para nós que trabalhamos nas emissoras, a falta de espírito público dos comandantes desse jornalismo CHAPA BRANCA, medroso e subserviente. Sem independência e autonomia editorial, fica difícil justificarmos a existência da TVE. É por esse motivo que um JORNALISMO DE VERDADE não pode ser comandado por CCs (Cargos de Confiança) do governo do Estado.

Chega!!! É mais do que urgente a valorização do quadro permanente da TVE e da FM Cultura. Do jeito que está, é só para dar argumentos para os que defendem o fim das emissoras.

Alexandre Leboutte da Fonseca
Jornalista – TVE/RS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O início do fim

Estive hoje à tarde no Centro Administrativo para avaliar o local para onde a governadora Yeda Crusius pretende transferir a Fundação Piratini – TVE/RS e FM Cultura. Sabíamos há alguns dias que uma área ao lado da Secretaria de Educação estava sendo liberada às pressas para nos receber.

A primeira impressão é bastante ruim. É uma área aberta, uma espécie de estacionamento, fechada apenas em dois lados, bastante mal conservada e cheia de entulho, móveis velhos amontoados. Fiz algumas fotos com o celular. Vou descarregar assim que puder. Pelo que percebi, vai ser necessário um investimento robusto para transformar aquele ????? (não sei como chamar aquilo) numa televisão e numa rádio.

Definitivamente, agora tenho certeza de que a TVE será diminuída. Não será mais a mesma. A impressão que tenho é que o Rio Grande do Sul não será mais o mesmo ao fim de 2010. Porém, como o Planeta Terra, que sofre com as mudanças climáticas causadas pelo estilo de vida humano, creio que nosso Estado possa se recuperar dos estragos da senhora Yeda Crusius.

Acho difícil transformarem aquilo lá numa grande televisão e numa grande rádio. Vai precisar de muito – mas muito – dinheiro. Será que alguém está ganhando com essa mudança? Quem?
Alexandre Leboutte da Fonseca

Yeda anuncia transferência da sede da Fundação Piratini para o Centro Administrativo

Fonte: www.estado.rs.gov.br/
Publicação: 23.12.09-16:58
Yeda anuncia transferência da sede da Fundação Piratini para o Centro Administrativo
A governadora Yeda Crusius anunciou, nesta quarta-feira (23), no Palácio Piratini, a transferência da sede da TVE e da Rádio FM Cultura para o andar térreo do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). "As obras começam em janeiro, e toda a revitalização implica melhores equipamentos, antenas e complementação regional", disse a governadora. Yeda recebeu, na terça-feira (22), o projeto de revitalização da TVE, produzido pela Secretaria da Administração.

A governadora disse ainda que realizou uma consulta pública dentro do governo para analisar os melhores locais para transferência da sede da emissora. "O projeto [arquitetônico] foi desenhado de uma maneira espetacular, muito moderna, sem divisórias, a não ser para os estúdios", explicou Yeda. "Conquistamos, ao final do ano, mais uma das nossas metas, que era permitir que a infraestrutura e a capacidade técnica da TVE pudessem elevar os índices de audiência", finalizou.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por que tanto mistério, governadora?

Na última quinta-feira, 17 de dezembro, a governadora Yeda Crusius anunciou, no programa Frente a Frente, que divulgaria o destino da TVE e da FM Cultura até esta terça-feira, 22 de dezembro. Prometeu mas não cumpriu.
Até as 18h30min deste dia, continuamos sem saber o que (e o porquê) a governadora Yeda Crusius está preparando para os profissionais que trabalham nas emissoras e para a comunidade gaúcha, que têm estima pela característica diferenciada da programação da TVE e da FM Cultura, centradas na educação, na cultura, nas artes e na informação, esta última, sofrendo o poder de censura que o governo vem exercendo.

Uma pergunta se faz necessária: Se a governadora está preparando um futuro melhor para a TVE e para a FM Cultura (e para seus públicos), por que o segredo sobre seus projetos?

TVE e FM Cultura estão sendo transferidas por birra da governadora, denuncia Pont

FUNDAÇÃO PIRATINI
Denise Ritter | PT 17:34 - 22/12/2009
Fonte: www.al.rs.gov.br

No dia marcado para o anúncio do local que abrigará a nova sede da TVE e da FM Cultura, o deputado Raul Pont denunciou ser inconcebível que, por uma "idiossincrasia, uma birra" da governadora Yeda Crusius, as emissoras da Fundação Piratini sejam retiradas do espaço que ocupam há mais de duas décadas. O petista ressaltou, na sessão plenária desta terça-feira (22), que o governo do estado não se dispôs a comprar a atual área e, tampouco, a negociar a permanência naquele local com a Empresa Brasil de Comunicações (EBC).
Pont questionou a má vontade do executivo gaúcho em adquirir o espaço das emissoras no morro Santa Tereza, vendido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) à EBC por R$ 4,7 milhões, com uma entrada de 10% e mais 60 parcelas mensais. " Será possível construir um novo prédio com toda a estrutura necessária por este valor?", raciocinou. O INSS foi forçado a comercializar a área porque o Tribunal de Contas da União determinou que se desfizesse de ativos não relacionados ao seu campo de atuação.
Foi neste momento que a EBC propôs a permanência da TVE naquele espaço a partir da celebração de um convênio com o governo estadual. Desta forma, a emissora gaúcha transmitiria a programação da TV Brasil em canal aberto, ao mesmo tempo em que a programação local seria levada para o restante do país. O Rio Grande do Sul é o único Estado que ainda não estabeleceu o convênio com a nova empresa pública de comunicações. Falando em nome da bancada do PT, Pont frisou estar fazendo um pronunciamento "quase cautelar, para evitar que, no futuro, digam que a TVE foi fechada pelo governo federal".

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

TVE muda de endereço, mas segue em crise

JORNAL DO COMÉRCIO
22/12/09
Governo do Estado deve anunciar hoje nova localização; funcionários alertam para “extinção”
Daniel Cassol, especial do JC
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=15636

A novela sobre o destino da TVE e da FM Cultura pode ter mais um capítulo hoje, mas não está próxima do encerramento. A governadora Yeda Crusius deve anunciar o novo local onde funcionará a Fundação Estadual Piratini, depois de o governo descartar a compra do atual prédio, de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão, porém, não afasta das polêmicas a "TV pública dos gaúchos".

O problema começa pelo investimento. Em 2009, a fundação gastou, sob a rubrica de "equipamentos e material permanente", cerca de R$ 8,3 mil. Um valor baixo para uma televisão e uma rádio, e ainda menor do que o de 2008, quando foram gastos R$ 10,7 mil. As informações constam no Portal da Transparência do governo do Estado.

O orçamento total da emissora em 2009 foi de aproximadamente R$ 17 milhões, sendo que R$ 10 milhões foram executados até agora. O representante dos funcionários no conselho deliberativo da emissora, Alexandre Leboutte, lamenta que a cada ano o orçamento venha diminuindo, desde o pico de R$ 22 milhões registrado em 2001. "Só declinou de lá para cá", diz.

O presidente da fundação, Ricardo Azeredo, atribui o baixo investimento nas emissoras à "distorção fantástica" na folha de pagamento. O valor gasto com "vencimentos e vantagens fixas - pessoal civil" foi de R$ 4,7 milhões neste ano. "A média salarial é razoável. Está longe de ser um salário de fome", afirma.

A falta de recursos é acompanhada pela diminuição do número de funcionários ao longo dos últimos anos. O último concurso público foi realizado em 2001 e pelo menos 50 funcionários concursados saíram da emissora, segundo estimativa de Leboutte. "Isso aconteceu em todas as funções", diz. Não há previsão de novo concurso.
Segundo Azeredo, a fundação conta, atualmente, com cerca de 200 funcionários. Ele afirma que a falta de pessoal não é problema, mas sim as restrições quanto às funções a serem desempenhadas. "Nosso plano de cargos e salários é fora da realidade do mercado", afirma, citando casos em que funcionários se negaram a fazer determinadas atividades que não constariam em seus contratos.

A saída de funcionários gera um outro problema: a atuação de cargos de confiança (CCs), considerada excessiva pelos que trabalham em funções de carreira. As reuniões do Conselho Deliberativo registram reclamações de funcionários quanto a problemas que teriam tido com CCs, em casos considerados de ingerência política do governo.

Em outubro do ano passado, o conselho recebeu uma denúncia de censura durante a produção de matéria sobre a troca de titular na Secretaria da Transparência. "A matéria foi cortada e o texto, mudado. Foi, simplesmente, censurada", desabafa Leboutte. Ele conta que o Conselho Deliberativo pediu cópia do material bruto e do que foi ao ar, mas nunca recebeu. "Não só não recebemos os materiais como eu sofri uma advertência", destaca. Segundo Leboutte, a presidência da fundação não tem enviado ao órgão as documentações solicitadas, como orçamento, convênios e projetos de novos programas, o que dificulta o controle da sociedade sobre a emissora pública.

Azeredo confirma que vem desconsiderando o Conselho Deliberativo, que teria uma posição "puramente ideológica" e que estaria extrapolando seu papel. "Passamos a não considerá-lo, porque ele mesmo se colocou em uma posição ideológica, completamente contrária ao projeto que nós tínhamos", diz. Segundo Azeredo, a relação é de conflito desde o início de sua gestão. Sua posse, em outubro do ano passado, chegou a ser suspensa judicialmente, pois seu nome não passou por aprovação do órgão. Agora, ele se nega a responder às demandas. "Não temos por que municiá-lo para que ele continue travando uma guerra política contra nós", afirma.

De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Osório, Azeredo "afronta a legislação" ao não considerar a instância órgão. E afirma que a postura conflituosa parte do próprio Azeredo. "Antes da minha posse como presidente os pareceres já eram ignorados pelo governo. Apesar disso, havia uma boa relação com a antiga direção da fundação", afirma Osório, criticando também o fato de Azeredo não repassar informações ao conselho. Sem acesso aos dados administrativos, Osório diz que a forma de avaliar a situação da TVE e da FM Cultura é acompanhando a programação. "Vendo a TV e ouvindo a rádio, é evidente o estado de pobreza. A situação é caótica."

A TVE ampliou o espaço para as produções locais, realizando parcerias com produtores independentes, que ficam responsáveis por viabilizar os apoios financeiros. Segundo Azeredo, esta política, aliada à captação de anúncios junto ao próprio governo do Estado, gerou uma receita de R$ 476 mil. Em novembro, foi concluída a instalação da nova antena, no Morro da Embratel. Também está em andamento a aquisição de equipamentos para ampliar em 54 o número de localidades retransmissoras.

Parceria com EBC está descartada, diz Azeredo
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já fechou o negócio com o INSS para a compra do prédio da TVE, empenhando a primeira parcela, de R$ 470 mil. A informação foi confirmada ao Jornal do Comércio pelo secretário-executivo da EBC, Ricardo Collar. "Não há nenhum interesse em que a TVE saia do prédio", diz.
A possibilidade de parceria, porém, é descartada por Ricardo Azeredo. "Esta hipótese já está afastada, por uma decisão do governo de ter a TVE em instalação própria", afirma.

O INSS tentava desde 2005 realizar uma permuta de prédios ociosos do governo, o que nunca ocorreu. Em novembro, deu prazo para o Estado optar pela compra, mas, com a negativa, a EBC manifestou interesse no prédio, onde poderia instalar unidades de produção da TV Brasil e outros veículos públicos da empresa.

A convivência no mesmo prédio e a troca de conteúdo entre TV Brasil e TVE são a aposta dos funcionários. "Estamos tentando conversar com os diretores da EBC para que façam uma proposta formal ao governo do Estado para que a TVE permaneça no local", diz Alexandre Leboutte.

A TV Brasil chegou a oferecer apoio ao programa infantil Pandorga, que entraria na programação nacional, mas o governo decidiu não retransmitir a emissora federal. O Rio Grande do Sul foi o único estado a não firmar parceria com a TV Brasil. "Gostaríamos muito que a emissora permanecesse no prédio", destaca Collar, da EBC. Ele afirma que até agora foram feitas apenas conversas informais. "Se for preciso, podemos formalizar um convite", completa.

A chegada da EBC a Porto Alegre não muda o cenário. "Se a EBC vier para cá, temos como uma grande notícia. Porque é mais um veículo de comunicação no Estado. Mas a TVE não precisa ser inquilina de ninguém para sobreviver", sentencia Azeredo.

Segundo o presidente da Fundação Estadual Piratini, os gastos mensais com aluguel e manutenção do atual prédio chegam a R$ 100 mil. Uma reforma no local demandaria mais de R$ 2 milhões. Além disso, a decisão de sair do Morro Santa Tereza segue uma orientação do governo para que seus órgãos operem apenas em imóveis próprios. "Tudo está sendo feito de acordo com um planejamento técnico adequado para que a TVE seja melhor do que é", dispara.

Ato público contra a extinção da TVE/RS e FM Cultura

No dia em que se comemorava os 50 anos da primeira transmissão de televisão no estado do Rio Grande do Sul, os funcionários da TVE/RS e da FM Cultura e os sindicatos de jornalistas e radialistas realizaram um ato público no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

O ato visava denunciar o sucateamento das emissoras pelo atual governo e a possibilidade de sua extinção, decorrente da decisão da governadora Yeda Crusius de saída do prédio ocupado pela TVE desde 1981, que abrigara a extinta TV Piratini, primeira emissora de TV do estado.

Músicos, intelectuais, parlamentares, educadores e comunidade em geral estiveram no ato para prestar seu apoio ao movimento SOS TVE e FM CULTURA.

Acompanhe pelo Youtube um pouco da nossa movimentação.